.........A vida em linha...........
quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014
Preso aos dias
Eu queria dizer que esqueci...
Eu queria dizer que a sua estupidez te afasta todos os dias...
Por que eu queria acreditar que isso fosse possível...
Mas ela nos aproxima...
Ela me abraça todos os dias dizendo que sente saudade.
Eu tentei dizer que as coisas não eram bem assim...
Eu queria dizer que ainda escrevo pelos outros...
Poder acreditar que meus dias são curtos pela correria...
Mas a horas são longas e infernais.
As musicas duram frações de segundos...
Eu tentei lembrar que o amor pode morar ao lado...
Mas a labirintite volta sempre a atacar...
E as mãos sempre encaixam...
É completamente inaceitável...
Mas faz todo o sentido o pensar.
Não estou apaixonada...
E nem espero estar...
O problema é essa lembrança hora feia, hora bonita...
Que desistiu de se mudar.
quarta-feira, 29 de janeiro de 2014
Pan
Dedos deslizantes
Teclas sonoras
Dança em pianos e flatas.
Palavras voadoras
Notas musicais
Escalas simples.
Sutis sonhos
Suaves viajens
Fortes, frondosas e vívidas.
Sem ironia, mais além de lições moralistas
Simples e naturais.
Fazendo sorrir sozinha,
Expandindo o que está dentro
Desejando colocar fora.
Alma infantil, loucuras planejadas...
Nada é contido, nada é impossível
Sem ser pouco ou bastante
Sendo apenas incrível.
Voo a mares em céu, chamas em água, beijos de mel
Doces encontros, terno cuidado
Infinito a ser mostrado.
quarta-feira, 22 de janeiro de 2014
O Que Eu Queria
Eu queria ter um amor experimental
Uma amizade que não fosse banal
Eu queria um novo do antigo
Poder escrever mais de mil artigos
Eu queria ficar bem de chapéu
Morar só em hotel
Queria que o chão fosse céu
Me livrar de qualquer papel
Queria saber tocar violão
Que fizesse frio no verão
Queria poder não explicar nada
Fazer nuvem de almofada
Queria poder voltar no tempo
Apenas sentir o vento
Queria tirar 30 fotos por dia
Me parecer menos com a minha tia
Queria atravessar o mar a nado
E de toda a bala do mundo, eu ganha-se um bocado
Queria ter um cavalo
E nunca ter tido o prazer de limpar um ralo
Queria ler um grande livro em apenas uma hora
Que nunca chovesse comigo lá fora
Queria comer jujuba todo o dia
E que as letras das musicas tristes significassem alegria
Queria parar de querer
Olhar para frente e poder.
Apaixonados Por Nada
Há pequenas claridades essa noite...
Pontos no céu,
A melodia em meus fones falam de anjos...
E a noite gelada tirando de meu guarda-roupa, peças quentes...
Estando tudo tão quieto, sereno para a ocasião.
A chuva batia fraca lá fora
escorria em minhas janelas...
Enquanto me perdia por dentro
naquele manso e incrível momento
Eu podia ver no seu rosto sem face...
escorria em minhas janelas...
Enquanto me perdia por dentro
naquele manso e incrível momento
Eu podia ver no seu rosto sem face...
tudo o que a mim pertencia...
E o que estava esquecido
Tentando descomplicar ao querer sair do ar
E se você não sabe para onde vai essa noite...
Deixe que a paixão te leve a algum lugar.
E o que estava esquecido
Tentando descomplicar ao querer sair do ar
E se você não sabe para onde vai essa noite...
Deixe que a paixão te leve a algum lugar.
quarta-feira, 20 de novembro de 2013
Múltiple
Me vejo múltiple.
Quando quero ser uma coisa,
não posso deixa de ser eu mesma...
E quando desejo simplesmente ser quem sou,
me torno quem desejaria me tornar.
Minhas múltiplas manchas se misturam...
A imagem é embaçada...
Como se não passasse de uma miopia besta...
Já esperada.
Quando me olho através do espelho sou só um corpo...
Mas quando o reflexo da janela me invade...
Sou parte da poesia.
Quantos eu sou?
Até quantos posso ficar?
A aparente luz que irradia deixa claro que seu eu for...
Meu reflexo não permanecerá
quinta-feira, 24 de outubro de 2013
Morte de Alfazema
Lento na manhã, os cheiros a exalar nos Jardins e campos...
Seus lindos nomes mesmo secos exalam perfume...
Da mais bela dama de qualquer noite ou dia...
Estás em meus sonhos e desejos...
Presos ao cheiro de diversas lembranças..
Dos mais tristes anos de minha história...
Ervas e flores...
As Alfazemas de diversas eras...
Dos principais admiradores de Campânulas....
Na primavera enchem campos de divindades...
Fecham os olhos para se lembrar...
Nem gélida perde seu lugar...
A mais perfeita.
Na despedida deste ultimo néctar...
De um mel paladar...
Curando as dores de uma vida estafante...
Sorrindo se vai pelos ventos a carregar...
Leveza abundante...
Mesmo em morte é Alfazema.
sexta-feira, 18 de outubro de 2013
Sem Significado
É preto, tudo breu...
O escuro me consome...
Só um ponto azul no meio de um nada...
Começa sozinho, com uma fagulha como o fogo...
Não se perde mesmo que esteja em desvantagem...
Não diminui...
As coisas em volta clareiam, e você passa ver os livros...
O chão...
O objeto que um dia lhe pertenceu...
Não é preciso que se imagine...
Você não tem obrigação de sentir nem entender...
Você só observa atenta o ponto estático não ser mais o único no espaço...
Imagina se tudo estivera ali o tempo todo...
E você quem sofrera pela cegueira...
Ou o ambiante era seu ponto cego...
Analisando o ponto você descobre que ele não significa nada...
Sem significado desejado é posto de lado...
E as histórias deixam de ser...
O que o ponto poderia significar?
A luz se apaga...
E você não notou que não era essa a questão...
Quando o simples passa a ser mais que o ideal...
É essencial.
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