Eu costumava dizer as pessoas que as amava...
Até que me decepcionei comigo...
Eu dizia para mim: fique por aqui...
Ame a si primeiro.
E mesmo assim continuava a ver o amor pelas pessoas...
Eu aprendi o que dizer, por ele...
O que fazer já não me bastava como sabedoria...
Eu precisaria caminhar nas veias de meu ser...
E mesmos assim pra mim eram as pessoas essências...
Eu aprendi o que é amar, por vezes...
Meu Deus... Não posso acreditar que tenha aprendido!
Talvez seja só reflexo...
Mas se é reflexo também é minha realidade...
Eu corri o mais depressa pela chuva...
Precisava liberar a energia...
Se você pudesse me ver...
Talvez entendesse o que agora eu sou...
E por entre as pessoas eu não me despercebi mais...
Não sou mais um na multidão...
Sou o que não se pode acreditar...
Me transformei no único amor que nunca acaba...
Eu me fiz minha alegria...
E agora sim...
Me distribuo as pessoas...
Mas agora em plenitude...
E o amor em fim desespera sua volta.
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